sábado, 11 de março de 2017

SAN BLAS, PARAÍSO CARIBENHO DOS GUNA YALA!

O Panamá, país localizado na América Central (porção continental, istmo), entre Colômbia e Costa Rica, tem 10 (dez) províncias e 03 (três) comarcas indígenas. A comarca Guna Yala (pronuncia-se "Kuna Yala"), localizada no lado do Oceano Atlântico, da qual faz parte o paradisíaco arquipélago de San Blas, do qual falaremos a seguir, é uma das três comarcas indígenas (as outras duas são a Emberá, bastante turística e a Ngabe-Buglé, a mais populosa).
A comarca Guna Yala no Panamá em vermelho. Lado Atlântico. Foto: Shadowfox.

Inicialmente, vale ressaltar que a etnia indígena Guna (Kuna) domina o fabuloso conjunto de ilhas conhecido como San Blas (estamos adotando essa nomenclatura, embora esteja já em desuso, por lei editada em 1998). 

O arquipélago de San Blas  é constituído de 365 pequenas ilhas49 delas habitadas, além de uma estreita faixa continental do território panamenho (conforme mapa acima).

San Blas é um verdadeiro paraíso na terra, com ilhas pequenas ( com proximidade uma das outras), praias com boas porções de areia e o mar na tonalidade "azul-caribe" (além de outras cores, que contrastam com essa). Ali, os índios cobram dos visitantes taxas de visitação das ilhas, dirigem os pequenos barcos (dizem que são lanchas!), controlam os horários dos turistas, alugam cabanas (resorts e hotéis de grandes cadeias não existem por ali - aliás, nem há estrutura para isso). Enfim, os indígenas fazem de tudo um pouco, vivendo de turismo, artesanato, agricultura e pesca

Uma paradisíaca praia na Isla Perro em San Blas. Águas mornas e belas.
Importante trazer aqui também um pouco da curiosa e instigante história dessa comunidade indígena e seus aspectos culturais mais peculiares.

Sabe-se que os Guna, enquanto comunidade organizada, surgiram a partir da criação da Comarca Tulenaga, por lei colombiana de junho de 1870. Tal comarca se estendia muito além da atual comarca Guna Yala, abrangendo desde a atual Colón, no Panamá, até o Golfo de Urabá, na Colômbia. Com a intensa exploração dos índios e sua terra por outros povos, ocorreu o maior e mais amplo movimentos dos Guna: a Revolução Guna, liderada por Nele Kantule em 1925, que resultou na efêmera República de Tula (durou apenas alguns dias). Curiosamente, os índios adotaram uma bandeira com a suástica como símbolo, abandonada no decorrer da Segunda Guerra, justamente pela apropriação do símbolo pelos nazistas. Conta-se que a suástica representava o polvo que, segundo a tradição Guna, havia criado o mundo. As pontas da suástica eram os tentáculos desse povo, cada uma delas representando um ponto cardeal, que seriam o arco-íris, o sol, a lua e as estrelas.


A curiosa bandeira Guna da Revolução. Foto: s/v Moonrise. CC BY-SA 3.0
A atual bandeira Guna, utilizada inclusive nas embarcações, é a seguinte:

Bandeira de Guna Yala atual, adotada em 2010. Foto: Shadowfox.

Outras curiosidades a se destacar: um censo de 1990 indicou uma população de 40.000 gunas, hoje a estimativa gira em torno de 54 mil habitantes; a capital é El Porvenir; os Gunas seguem uma religião naturalista, evocando a "Mãe Terra" (similar aos incas peruanos), chamada  "Paba y Nana"; os Guna são monogâmicos e os pais escolhem a esposa para os filhos; o ritual do matrimônio dura de três a cinco dias, e o noivo é levado à casa da noiva e submetido a várias provas para saber se é realmente o par ideal da filha; após o casamento, o novo marido passa a viver debaixo da tutela do sogro.

Voltando ao passeio, temos que, quando se chega no terminal, a sensação é de um pouco de medo. Um local inóspito, com mar agitado e pequenos barcos. Barcos que os índios insistem em chamar de "lanchas". Mas, enfim, turismo é isso: os fins (conhecer um paraíso como San Blas) justificam o meio (arriscar-se nos pequenos barcos).



Aqui se pegam os barquitos.



Piscinas naturais cheias de estrelas do mar compõem o passeio a San Blas.
Estrela do mar em San Blas.
As ilhas, todas parecidíssimas, com muitos coqueiros e areia branca, valem o sacrifício. Algumas fotos ilustram a beleza singular do lugar, única até mesmo em termos caribenhos:

A beleza do local.
Paraíso.



Bela ilha tropical.
Uma advertência a quem for visitar as ilhas: o passeio é difícil para quem tem dificuldade de locomoção. O sobe e desce dos barcos é custoso, já que sempre o passageiro tem que pular e subir, muitas vezes na água do mar. A melhor época para visitação vai de dezembro a abril. Para se chegar até lá, a partir da Cidade do Panamá, são duas horas e meia, sendo os últimos quarenta minutos em estrada sinuosa que desafia os estômagos dos visitantes (muitos enjoam com as viradas e o calor). É importante lembrar também que o passeio rumo às ilhas, mar adentro, demora cerca de 30 (trinta) minutos, com muito sobe e desce das lanchas nas águas, dada as ondas que surgem no Atlântico.

Por fim, vale destacar aqui a marca registrada dos Gunas (Kunas) Yala: o artesanato chamado "molas". que é, basicamente,  panos de cores vivas, confeccionadas artesanalmente pelas índias. Neles, a criadora sobrepõe panos uns sobre os outros, desenhando figuras primitivas de objetos naturais, mitológicos ou geométricos. Pode servir como adorno no próprio vestuário, ou ainda como almofada, ou mesmo pano de mesa.  Um trabalho realmente bonito e diferente. Vale conferir.

Um belo trabalho de molas.

Uma índia Kuna e, atrás, os trabalhos denominados "molas", comuns no Panamá. 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O ESTÁDIO PANATENAICO DE ATENAS!

Outro local que recomendo bastante, apesar de poder parecer desinteressante para muitos (por ser uma visita simples a algo que é só concreto), é o "Estádio Panatenaico", localizado no bairro Pangrati, entre colinas forradas com pinheiros.


O belíssimo Panatenaico.
A história do fabuloso estádio começa 5 séculos a.C, construído que foi para as competições panatenaicas de atletismo. Era o "Festival Panathenaia", ocorrido entre 566/565 antes de Cristo.

Em 120 d.C, Adriano, imperador romano entre 117 e 138 d.C, sacrificou mil animais selvagens na arena. 

Estádio Panatenáico. Foto de Michal Osmenda. CC BY 2.0
Herodes Antico (101-177), o mesmo do teatro da Acrópole, foi o primeiro a reformá-lo.
Posteriormente, já no século XIX, foi reformado novamente, desta vez para as primeiras Olímpiadas da Era Moderna (1896), realizada entre os dias 23 de março e 04 de abril, nos mesmos moldes da construção antiga, com suas arquibancadas e base em mármore pentélico. O responsável pela última reforma do estádio foi o rico grego Georgios Averof (1815-1899). O auge olímpico do Estádio foi a vitória do grego Spiridon Louis (1873-1940) na maratona.

O Panatenaico, durante as Olímpiadas de 1896. Arquivo de Pierre de Coubertin.
Momento da entrada de Spiridon Louis, grego vencedor da Maratona de 1896. Coubertin.
Ali também sediou a chegada da Maratona Olímpica de 2004 (nesse ano Atenas voltou a sediar os Jogos), na qual o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima (1969-) terminou em terceiro lugar, depois de liderar boa parte da prova e ser atacado, em um ato imbecil, por um ex-padre irlandês. Além disso, o mítico estádio abriga, anualmente, a reta final da Maratona de Atenas, corrida  que envolve mais de quarenta mil atletas e é disputada desde 1972.

O estádio de mármore é um dos belos e imponentes locais a se apreciar na capital grega.

Serviço - Estádio Panatenaico.

Localização: Esquina sudeste do Jardim Nacional. Vasileos Konstantinou Anevue (lado oposto à estátua de Myron Discobolus).

Horários: de março a outubro, das 8 às 19 horas; de novembro a fevereiro, das 8 às 17 horas.

Preço: Adultos, 5 euros; Estudantes, meia. Crianças abaixo dos 6 anos não pagam, assim como portadores de necessidades especiais.

Transporte: ônibus (linhas 2, 4, 10, 11, 90, 209 e 550); metro (acropolis - linha 2, syntagma - linhas 2 e 3, evangelismos - linha 3). 

domingo, 22 de janeiro de 2017

APARECIDA: A HISTÓRIA CONTADA ATRAVÉS DO MUSEU DE CERA!

Segunda quinzena de outubro de 1717 (entre os dias 17 e 30 daquele mês). Naquele tempo, trezentos anos atrás, Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, o Conde de Assumar, então "Governador da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro", passaria pela Vila de Guaratinguetá, em sua trajetória para Vila Rica (atual Ouro Preto). Assim, a Câmara Municipal da vila paulista ordenou a três pescadores, a saber, João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Martins Garcia, que recolhessem nas águas do Rio Paraíba do Sul todos os peixe que pescassem, a fim de fornecer um banquete à importante figura. 

A imagem original de Aparecida, exposta atualmente na Basílica Nova.
Ocorre que a pescaria não vinha rendendo bons frutos, mesmo com os pescadores lançando redes desde o porto de José Correa Leite até o porto de Itaguaçu. Foi aí que, em Itaguaçu, o pescador João Alves lançou uma rede e nela veio o corpo de uma imagem.  No mesmo rio, um pouco mais abaixo, lançou novamente a rede e, como resultado, encontrou a cabeça da mesma imagem. Era a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição que, depois, foi rebatizada como Nossa Senhora da Conceição Aparecida ou, simplesmente, Nossa Senhora Aparecida. 

Os pescadores e a imagem.Museu de Cera de Aparecida.
Pescador e a rede. .Museu de Cera de Aparecida.
Após o recolhimento da imagem em duas partes (corpo e cabeça, posteriormente juntadas), os peixes vieram em abundância. Era o primeiro sinal dos desígnios divinos. Iniciava-se aí a devoção à Nossa Senhora da Conceição Aparecida. 

Segundo os relatos de padre João de Morais e Aguiar, pároco de Guaratinguetá em 1757, a imagem ficou com Felipe Pedroso, um dos três pescadores e homem que colou com cera de arapuá a cabeça ao corpo. Passou a ser venerada pela família, depois por viajantes, até que se construiu uma capelinha no local, pelas mãos do filho de Felipe Pedroso, Atanásio. 

Fato posterior, o milagre das velas indicava a presença de Deus para as pessoas. Conta-se que, em uma ocasião, em meio a orações, duas velas de cera da terra que iluminavam Nossa Senhora apagaram-se. Silvana da Rocha correu para acendê-las, mas eis que as velas voltaram a iluminar sem qualquer atitude de Silvana. Era mais um prodígio de Nossa Senhora.  Outros milagres ainda viriam a acontecer, como o da menina cega (que conseguiu ver a Basílica Velha), o do escravo acorrentado (Zacarias teve as suas correntes rompidas depois de muito orar) e o do cavaleiro ateu (homem sem fé que queria invadir a Basílica Velha, mas que viu as patas de seu cavalo ficarem presas na escadaria da igreja).

Milagre das velas. .Museu de Cera de Aparecida.
Milagre da menina cega. Ela enxergou a basílica de Aparecida..Museu de Cera de Aparecida.
Milagre do escravo - as correntes desataram. .Museu de Cera de Aparecida.
Milagre do cavaleiro ateu. Pata do cavalo fica presa na escadaria da igreja. .Museu de Cera de Aparecida.
Em 1743, o padre Vilela, percebendo a imensa devoção que se instalava naquela pequena capela, pediu a Dom Frei João da Cruz, bispo da diocese do Rio de Janeiro, autorização para a construção de uma capela maior.  Foi construída no Morro dos Coqueiros, em terreno doado e com dinheiro de esmolas, sendo abençoada em 26 de julho de 1745.  

Padre José Alves Villela, construtor da primeira capela de Aparecida. .Museu de Cera de Aparecida.
A atual "Basílica Velha" ou "Matriz Basílica", que se encontra atualmente no Morro dos Coqueiros não é a mesma capela do Padre Vilela. A sua construção teve início em 1844, sendo concluída em 1888. Em 1893, o templo foi consagrado com o título de "Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida". Em 1908, o Papa São Pio X concedeu ao templo o título de "Basílica Menor". A imagem encontrada no rio Paraíba do Sul esteve por ali por 237 anos, até que foi levada definitivamente para a "Basílica Nova" no dia 03 de outubro de 1982.

A Basílica Nova de Aparecida (elevada à Santuário em 1984) e a passarela que liga as Basílicas Nova e Velha (construída nos anos setenta).

A Basílica Velha, ou "Matriz Basílica".
Um fato histórico, acontecido em relação à imagem original, é digno de nota. Em 16 de maio de 1978, um jovem de 19 anos, vindo de São José dos Campos, entrou à noite na igreja e retirou a imagem de seu local de guarda, quebrando-a em muitos pedaços. Tal fato gerou grande comoção nacional, cabendo à restauradora Maria Helena Charduni a tarefa de trazer novamente a imagem da forma original. Com grande destreza, a restauradora conseguiu seu objetivo no mesmo ano.

Curiosamente, o manto de Nossa Senhora Aparecida, assim como a coroa, foram doados pela Princesa Isabel, importante figura da era imperial brasileira (responsável pela abolição da escravatura em 1888), em agradecimento a uma promessa feita pela monarca, na qual pediu para que conseguisse engravidar - Isabel teve três filhos.

Princesa Isabel, que deu a coroa à Aparecida e Conde D´eu. .Museu de Cera de Aparecida.

ANDORRA

Bandeira do país

A bandeira andorrana, com a inscrição "a força unida é mais forte".

A bandeira foi adotada por Andorra em 27 de agosto de 1971. As cores da bandeira refletem a dependência de Andorra, principalmente na questão da segurança, para com a Espanha e França - o azul e vermelho são referência à França; o amarelo e vermelho, à Espanha. 

O brasão do país tem a inscrição em latim "virtvs vnita fortior", que quer dizer "a força unida é mais forte". No primeiro quadrante do brasão (esquerda, alto), temos o símbolo dos Bispos de Urgel; ao lado, a referência é a comunidade francesa de Foix. Abaixo, temos a representação da catalunha (faixas em amarelo e vermelho, esquerda) e, à direita, o brasão de armas de Béarn, comuna francesa, com duas vaquinhas representadas.


Mapas do país





Dados do país

Nome completo do país: Principado de Andorra.

Nome do país: Andorra.

Continente:Europa. Está localizada no sudoeste europeu, entre França e Espanha, nos Pirineus.

Capital:Andorra La Vella (23.000 habitantes -2014)

Andorra La Vella, foto de Tiia Monto, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons.
Cidades principais: Andorra La Vella (23.000); Escaldes-Engordany (14.000); Sant Juliá de Loria (7.500); Encamp  (7.493);  La Massana (4.985); Santa Coloma; Ordino; El Pas de La Casa; Canilo; Arinsal.

Língua:Catalão (oficial). Outras: Francês, Castelhano, Português.

Religião:Católica Apostólica Romana.

Moeda:Euro.

População: 85.660 habitantes (2016).

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): Muito elevado (34º do mundo).

Atrações turísticas principais:  Estação de esqui de Vallonord, Igreja de Sant Esteve; Igreja de Sant Miquel d´Engolasters; Casa de Areny Plandolit; Igreja Sant Joan de Caselles; Lago de Engolasters; Santuários de Meritxell (antigo - que foi queimado - e novo); Igreja de Sant Marti de La Cortinada; Igreja de Sant Clement de Paul; Coma Pedrosa (Parque); Igreja de Sant Roma de Les Bons; Santa Coloma d´Andorra;   Pico de Medécourbe (marca o ponto da tríplice fronteira Andorra, Espanha e França). 


Antigo Santuari vell de Meritxell em Andorra. Foto de Maria Rosa Ferre ,  CC BY-SA 2.0, WC

domingo, 15 de janeiro de 2017

A FABULOSA ACRÓPOLE DE ATENAS!

Atenas, a capital da Grécia, tem milênios de história. Berço da civilização europeia, Atenas já era ocupada 5 mil anos antes de Cristo e ali estiveram presentes vozes e pensamentos filosóficos ilustres, como Sócrates (o fundador da filosofia ocidental), Platão (autor de "A República", "Apologia de Sócrates", "O Banquete", entre outras) e Aristóteles (autor de "Ética a Nicômaco", "Política", entre outras).


A Acrópole (acro, alto e polis, cidade, então "cidade alta") é literalmente o "ponto alto" de qualquer visita à capital da Grécia. Nela se destacam o Pártenon, o Teatro de Dionísio, o Templo de Atena Nike, o Teatro de Herodes Ático e o Pórtico das Cariátides.

Mas vamos aos monumentos e pontos principais da visita.

O Pártenon, templo dedicado à deusa Atena (deusa da civilização, das artes, da sabedoria, da justiça e da habilidade) situado na Acrópole, tem 2.500 anos de existência. Construído por Péricles, o monumento representa a exaltação da grandiosidade cultural e política grega. O nome "Partenon" quer dizer "morada da virgem" e foi dedicado à deusa Atenas Partenos, que simboliza o poder e o prestígio da cidade.  Tinha dois objetivos - ser a morada da estátua de Atenas, encomendada por Péricles e servir também como tesouro público. A sua construção terminou precisamente em 438 a.C, com a finalidade de ser sede do Grande Festival Panatenaico de 435 a.C.



Em minha modesta opinião, o segundo local mais interessante da Acrópole é o Teatro de Herodes Ático. Aliás, o teatro tem origem na Grécia: diferentemente do anfiteatro romano, o teatro grego tem o palco e a sua frente o público; o anfiteatro é circular. O Odeon de Herodes Ático foi construído em 161 a.C, pelo romano Herodes Atico,  escavado entre 1857 e 1858, sendo restaurado entre os anos de 1950 e 1961, hoje servindo para concertos ao ar livre, principalmente no Festival de Atenas. Soberbo!

Teatro de Herodes Ático ou Odeon de Herodes Atico.

Outro teatro também importante no sítio da Acrópole é o Teatro de Dionísio. Foi construído por Licurgo entre 333 e 330 a.C. Mas as ruínas não são tão imponentes quanto o outro já citado.

Teatro de Dionísio. Por Diggy Benesou de nl, CC BY-SA 3.0,  wikimedia commons.
O Pórtico das Cariátides, que faz parte do Erecteion (santuário, parte mais sagrada da Acrópole, onde Atena criou a oliveira e Poseidon fincou seu tridente no chão), por sua vez, está  bem preservado. Nele, se observa as Cariátides, figuras femininas esculpidas que servem de suporte arquitetônico, substituindo pilares. Em grego, o nome "Cariátides" significa "moças de Karyai" (Karyai era uma antiga cidade do Peloponeso, que tinha um templo em homenagem à Deusa Artemis, no qual moças dançavam em círculos celebrando a deusa).


O Erecteion, com o Pórtico das Cariátides ao lado.

As Cariátides. CC BY-SA 3.0
O Templo de Atena Nike é também uma preciosidade. Construído em 425 a.C, é feito de mármore pentélico, como a maior parte das estruturas da Cidade Alta (o nome do mármore faz referência ao Monte Pentélico, localizado a nordeste de Atenas). O templo abrigava uma estátua de Nike, a deusa da vitória, figura mitológica que está presente nas representações da deusa Atena, mais precisamente na mão direita desta (uma deusa segura a outra). Outras curiosidades: Nike tem sua representação nas medalhas olímpicas, além de ser também uma famosa marca de produtos esportivos. 

Tempo de Atenas Nike .Por Dimboukas, CC BY-SA 3.0, wikimedia commons
A visita pode ser um pouco cansativa, por várias razões: muita subida, muitos turistas (quanto mais cedo visitar melhor) e muitas pedras escorregadias (principalmente as de cor vermelha). Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia o grande Fernando Pessoa...

A Acrópole de Atenas, sítio arqueológico dos mais importantes do mundo, foi inscrita, merecidamente, como Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO em 1987.

Serviço

Acrópole de Atenas

Aberta diariamente de 8 às 17 horas. Última entrada às 16:30 horas.

Fechada nos seguintes dias: 1 de janeiro, 25 de março, 1 de maio, domingo de Páscoa, 25 de dezembro e 26 de dezembro.

Dias de entrada grátis: 6 de março (memória de Melina Mercouri); 18 de abril (Dia dos Monumentos Internacionais); 18 de maio (dia internacional dos museus); o último fim de semana de setembro (dias da herança europeia); 28 de outubro; todo primeiro domingo de 1 de novembro a 31 de março. 

Metrô: Estações "Acropolis" e "Monastiriki" (nessa, combina-se o passeio Monastiriki-Ágora Antiga-Acrópole). 

Ingressos: 20 euros (inteira). Há ingresso de 30 euros, válido por 5 dias, que dá direito à vários sítios e atrações de Atenas, a saber, Acrópole, Ágora Antiga, Museu Arqueológico de Kerameikos, Lykeion, Biblioteca de Adriano, Ágora Romana de Atenas, Declive Norte e Sul da Acrópole, Olympieio.

sábado, 10 de dezembro de 2016

SANTORINI EM FATOS E IMAGENS!

Santorini (Thira ou Tera, na antiguidade), ilha cíclade localizada no Mar Egeu, é uma ilha grega bastante conhecida. Uma ilha onde as imagens absorvem o encanto das palavras.

Alguns fatos ajudam a entender a fama da ilha:

1. História: Colonizada pelos minóicos 3.000 a.C, ganhou a forma de lua crescente com a erupção vulcânica datada de 1.450 a.C. A civilização dórica, oito séculos antes de Cristo, a chamava de Thíra. No século XIII d.C, foi dominada pelos venezianos, que passaram a chamá-la de "Santorini", em homenagem a "Santa Irene" (Sant´Irini, em grego).  

2. A capital de Santorini é Firá (ou Thíra), fundada no século XVIII. Devastada por um terremoto em 1956, foi reconstruída, tendo as casas-cavernas de teto abaulado (as skaftá), construídas em penhascos, como sua característica mais marcante.

3. Oía, no norte da ilha, é a cidade mais bonita. Os gregos pronunciam "Ia". Do alto de seus penhascos, em restaurantes e em mirantes, é possível observar o pôr do sol, que é o mais marcante compromisso que um turista pode ter na ilha. Além disso, é um prazer passear por suas belas e atraentes ruelas, com muitos restaurantes e lojas.

4. A cidade dórica de Thíra Antiga é uma atração local, embora possa desagradar alguns turistas, devido à exposição ao sol constante e às subidas íngremes. Muito sol, muito pedregulho e a sensação de que o passeio não vale a pena, embora exista uma rica história por trás daquele local. As ruínas mostram restos de casas, basílicas, anfiteatro.

5. O principal balneário da ilha é Kamari. É possível avistar toda a região de Kamari a partir de Thíra Antiga, em uma visão panorâmica muito bonita. Nessa praia encontram-se bares, restaurantes. A praia, embora não seja bonita - a areia é negra, mistura de pedra e areia vulcânica negra - é bastante própria para banhos, sem correntezas e ondas. 

6. Períssa é outra praia conhecida, mas tem vocação para esportes aquáticos. Tem 8 km de extensão, com areias negras também. 

7. Akrotíri é uma das maiores atrações locais. Trata-se do mais interessante sítio arqueológico das cíclades. Leia mais aqui,

8. Passeio bastante conhecido leva às ilhas Queimadas (Palaiá Kaméni e Néa Kameni). Perto de Palaiá Kameni é possível tomar banho de lama quente em fonte e andar até o topo do cone vulcânico.

9. O sistema de transportes é muito bom, com muitos ônibus fazendo os trajetos principais: kamari-Firá; Firá - Oia. Mas pode ficar complicado na alta temporada local, principalmente nos meses de julho e agosto.

10. Uma lenda comumente associada à Santorini é a do reino perdido de Atlântida. Os afrescos coloridos de Tirá, que estão no Museu Pré-Histórico local, são comumente associados à Atlântida.

Em Oia (Ia), uma imagem símbolo de Santorini - a torre azul. 
Uma bela igreja ortodoxa em Oia (Ia), Santorini.
Praça de Oia.


Pessoas se aglomeram para ver o pôr do sol em Oia, Santorini.

Pôr do sol em Santorini.




Fira, a capital de Santorini, sobre um penhasco.

Assim são as ruelas típicas de Santorini.

Praia de Akrotiri, Santorini, Grécia. 


Placa oferece serviços de barco suspeitos na praia de Akrotíri, em Santorini.

Praia de Kamari, em Santorini. Areias negras dão o tom.

Vista de Kamari a partir de Thira Antiga.

Thira Antiga.


Thira Antiga.
Firá, Santorini.

Interior de uma igreja ortodoxa grega em Santorini.

Uma pitoresca livraria em Oia, Santorini.
Na terra dos ortodoxos, uma igreja católica em Fira.